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quarta-feira, 9 de junho de 2010

EMEIEF "Ivan Inácio de Oliveira Zurita" visita Escola do Campo no Assentamento Bela Vista na cidade de Araraquara.


A visita realizada no dia 01/06/2010 à EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto, no Assentamento “Bela Vista” em Araraquara, teve como representantes a diretora da EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita - Sirlei Dias Polizelli, o professor orientador Eber Mariano e a supervisora de ensino da S.M.E. de Araras Célia Regina Ap. Ferreira de Mello. A visita á escola teve como objetivo, conhecer as ações e as práticas pedagógicas que vem sendo desenvolvidas pela equipe escolar.
A escola localiza-se no assentamento Bela Vista do Chibarro, região dividida em lotes que foram entregues em 1990 a 170 famílias pelo Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária (Incra). De acordo com a diretora Adriana Maria Lopes Morales Caravieri “As propriedades que surgiram são hoje mais do que uma fonte de renda para a comunidade: elas se tornaram laboratório e sala de aula para os filhos dos agricultores. Precisávamos fazer com que os alunos percebessem o sentido do ensino e valorizassem o aprendizado”, lembra a diretora, Adriana. Os indicadores eram preocupantes: a evasão tinha atingido 15,3%, e a taxa de reprovação, 7,14%.
Mudanças na forma de ensinar – até então baseada em livros didáticos e com conteúdos distantes da realidade local – já estavam nos planos da direção. Para atingir os objetivos, foi necessário fazer a escola rural dar certo. E, no trabalho de aprofundar os conhecimentos e abrir as portas para a comunidade, nasceu esse projeto vitorioso.
Pais, alunos, professores, funcionários, lideranças comunitárias, pesquisadores de universidades e representantes da secretaria de Educação da cidade, do Incra e do Instituto de Terras do Estado de São Paulo foram chamados para participar da discussão do projeto pedagógico, batizado de Programa Escola de Campo. O que começou como uma solução para apenas uma escola acabou virando uma política pública no município de Araraquara, um modelo tão bem-sucedido que foi adotado pela vizinha Matão.
Para valorizar os saberes do campo e fortalecer a aproximação com a comunidade, os agricultores se tornaram uma fonte de informação.
O projeto ganhou o Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas em 2004. Em 2008, a Hermínio Pagotto participou de uma iniciativa do Instituto Embraer e passou por uma avaliação completa, com direito a um trabalho de identificação do que estava funcionando bem e do que poderia melhorar. Agricultores, pais, alunos, professores e funcionários, todos ajudaram a fazer o diagnóstico, que deu origem a projetos de melhoria tão interessantes que receberam o financiamento do instituto. As crianças ganharam uma sala de informática com internet, um playground e um viveiro de mudas. Os indicadores atestam o resultado do trabalho cooperativo: a evasão caiu para zero e a taxa de reprovação para 2,7% (um terço do que era em 2000).
As transformações que fizeram da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto uma referência em escola rural foram fruto de um processo de intenso diálogo com a comunidade e os parceiros envolvidos na realidade do campo. Tudo para que a escola se adequasse às exigências nacionais para o ensino rural e, ao mesmo tempo, refletisse as necessidades e os anseios dos moradores. Consolidadas as diretrizes educacionais, elas foram apresentadas no Fórum Municipal de Educação e aprovadas por unanimidade. “Todo o conhecimento que discutimos e acumulamos foi transformado no nosso projeto pedagógico, que deu origem à escola que vemos hoje, totalmente dedicada à aprendizagem dos alunos e ao desenvolvimento da região”, conta a diretora, Adriana Caravieri.

A Visita que fizemos foi de suma importância. Anotamos alguns procedimentos e ações pedagógicas que a escola adotou para tornar-se referência:
• Aproximação do ensino com a realidade das crianças.
• Valorização dos saberes do campo.
• Uso de espaços alternativos de ensino, como as plantações locais.
• Aprofundamento dos conhecimentos, relacionando-os com os produzidos fora do contexto rural.
• Abertura da escola para a participação ativa da comunidade.
• Contato com outras escolas rurais para a troca de experiências.

“A partir das orientações que colhemos nessa visita de campo, é possível vislumbrarmos bons frutos para o projeto político pedagógico de nossa escola. A valorização da cultura do campo, a participação dos alunos, da comunidade e os procedimentos adotados na prática pedagógica da escola, serão enunciados e acrescentados em nosso trabalho no cotidiano escolar,” comenta a Diretora da EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita de Araras – Sirlei Dias Polizelli.

Um comentário:

  1. tavoh_7@hotmail.com23/04/2011, 00:21

    gosto da minha escola porque nos convivemos diariamente com a natureza. os professores e diretores gostam de falar com a gente sobre coisas que talvez nem nossos pais conversariam!

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